Por que dietas não funcionam?
Estamos vivendo uma época singular, na qual há preocupação crescente com alimentação saudável, exercício e bem-estar. Entretanto, os estudos mostram que a incidência das doenças crônicas não transmissíveis, como por exemplo, a obesidade, a hipertensão arterial, a síndrome metabólica, os cânceres, a diabetes, as reumatológicas e também, os transtornos de ansiedade e a depressão.O perigo das dietas de revistas
Hoje em dia o desejo pela beleza e por um corpo esbelto está cada vez maisIdéias que alimentam as angustias e a insatisfação com o corpo, que são causadas pelo excesso de peso corporal.
Com isso as buscas para conseguir este corpo tão desejado, para muitas mulheres, se tornou muito atraente recorrer as famosas fórmulas mágicas: O emagrecimento rápido. Seja com dietas, chás, cápsulas, enfim, o objetivo é obter um corpo magro, sem as indesejáveis gordurinhas localizadas e com o mínimo de esforço possível.
E a mídia não poupa recursos para isso, são nomes criativos de dietas com falsas promessas de perdas de pesos em poucas semanas. Falsas, porque é impossível estimar uma perda considerável de peso corporal por um determinando período, já que estes fatores dependem do biotipo de cada pessoa, assim como o seu perfil metabólico. Podendo ser diagnosticado através de uma avaliação nutricional e por uma avaliação antropométrica, realizados por profissionais capacitados para este fim, como é o caso do nutricionista.
Em virtude da propagação das deitas prontas na mídia, aproveito para divulgar um estudo de minha autoria, sobres estas dietas de emagrecimento expostas em revistas.
O estudo analisou alguns parâmetros nutricionais de dez dietas de emagrecimento, como o teor de calorias, fibras, colesterol, cálcio, ferro, vitamina A e vitamina E.
As recomendações nutricionais são efetuadas considerando o sexo, a idade, a altura e o gasto energético de cada indivíduo, portanto foi necessário estabelecer um biotipo padrão para efetuar o cálculo da adequação dessas dietas, conforme utilizado por Santana et al (2003), onde para ele o sexo feminino, com a altura média da mulher brasileira de
Com isso, estabeleceu níveis seguros de vitaminas e minerais de acordo com as diretrizes atuais da RDA- Recommended Dietary Allowances e a distribuição de macronutrientes pela IOM (2005) – Institute Of Medicine, com o objetivo de prevenir doenças crônicas degenerativas não-transmissíveis. Vale lembrar que não apenas a carência de vitaminas e minerais acarreta em doenças para organismo, mas o seu excesso também pode levar a uma toxidade responsável por várias patologias clínicas.
Com o estudo pude detectar que todas as dietas analisadas apresentaram-se inadequadas em pelo menos sete ou mais dos 18 parâmetros estudados, sendo que 60% delas estavam com o aporte calórico abaixo as necessidades nutricionais recomendadas para a população escolhida deste trabalho. Predominando também níveis insuficientes de cálcio, ferro e vitamina E, cuja aporte é fundamental para garantir ganhos de massa e densidade óssea, evitar a anemia e como antioxidante respectivamente. Também foram observados porções restritas de fibras, laticínios, leguminosas, cereais e frutas. Valores excessivos foram detectados principlamente em relação a Vitamina A.
A maioria das dietas teve tendência a reduzir drasticamente a ingesta de gorduras, por elas apresentarem maiores concentração de energia, porém os lipídios desempenham funções metabólicas importantes como funções estruturais e hormonais.
O sucesso das dietas é traduzido pelas revistas, em conseguir emagrecer sem sofrimento, já que inicialmente, as dietas promovem o emagrecimento porque contribui para a restrição alimentar. Porém estas dietas demonstram-se valores nutricionais preocupantes, provocando carências, além de não objetivarem a manutenção do peso corporal adequado, obtido através de uma ingestão energética adequada com a preservação da massa magra e com perda de tecido adiposo.
Procure um nutricionista para auxilia-lo na perda de peso, pois restrições drásticas além de não serem saudáveis não se consegue seguí-las por muito tempo.
A DIETA QUE FUNCIONA: A REEDUCAÇÃO ALIMENTAR
Eis a resposta : Uma dieta que não se passe fome, nem desejo de comer e que se possa comer de tudo.
Quando pensamos em emagrecer, logo nos lembramos de dieta, sacrifício e restrição alimentar. Mas a boa notícia é que dá para emagrecer sem dieta e sem sofrimento e de forma duradoura.
Sim, é verdade! Sim, isso não é um sonho. Isso é possível. Mas não se trata exatamente de uma dieta, e sim de processo muito eficaz chamado Reeducação Alimentar (RA).
Tenho certeza de que já ouviram falar deste termo Reeducação Alimentar ultimamente, pois está muito em alta na mídia. Mas afinal de que se trata?
A reeducação alimentar é um processo que engloba mudanças de hábitos não são só alimentares, bem como aspectos emocionais e eu particularmente sugiro aliar também a ele a atividade física.
Neste processo estão envolvidas conscientização, aprendizado, muita disciplina e persistência.
Aprendemos a ver a nossa relação com os alimentos muito além do simples ato de comer, através de algumas ferramentas e da informação.
O objetivo do tratamento na reeducação alimentar é unir aspectos emocionais, nutricionais e a atividade física. Vejamos um pouco sobre cada um deles:
Aspectos emocionais
Ao longo da nossa vida, desde o nascimento, e principalmente na infância, formamos nosso hábito alimentar no convívio com nossos pais, parentes, colegas e enfim com a sociedade
É fato que mudar hábitos alimentares é algo muito difícil visto todo envolvimento emocional que temos com a comida. É por isso que a reeducação alimentar precisa ser feita à nível cerebral também. Precisamos fazer novos caminhos neuronais dentro do nosso cérebro, e isto é gradativo.
Gosto de dar um exemplo prático, como quando mudamos algum móvel de lugar na nossa casa. Mudar a geladeira é um exemplo bem interessante. Quantas vezes vamos fazer o caminho antigo de onde estava a geladeira antes? Muitas vezes. Por que isso está gravado em nosso cérebro, este caminho neuronal é automático, está sólido. Porém, vamos ir muitas vezes até o lugar antigo até nos damos conta que o lugar novo da geladeira é outro. É aí que vamos formando uma nova conexão no nosso cérebro, que vai começar se fortalecer a medida que vamos repetindo este ato e a antiga conexão vai se enfraquecendo, até desaparecer. É assim que se formam novos hábitos, o que era novo passa ser algo comum e automático, faz parte da sua vida agora e já não é mais algo difícil, simplesmente faz parte.
Para isso tudo acontecer ao longo do aprendizado, precisamos de motivação, estímulo e encarar a vida com uma postura positiva. Ter bons pensamentos em relação a você, aos outros e a conduta que terá com sua alimentação daqui para diante. Estabeleça prioridades e siga sua vida de acordo com elas. Acredite em você.
Aspectos Nutricionais
Na reeducação alimentar aprendemos que não é preciso deixar de comer tudo o que se gosta e que passar fome não é o caminho. Também não é comer somente frutas, hortaliças, legumes e verduras. É preciso re-aprender e entender que se pode realmente comer de tudo sem exageros e não tudo. É justamente esta variedade e equilíbrio que nos leva a perder peso de forma gradual, saudável, sustentável e sem o indesejado efeito sanfona. De nada adianta tanto esforço para emagrecer, se não conseguirmos manter o peso depois, não é verdade?
O plano alimentar tem que ser o mais próximo da realidade de cada um, respeitando a individualidade, pois isso virá a facilitar o processo de adesão e mudança que precisamos fazer para obter sucesso com a perda de peso.
É preciso aprender o que, como e o porquê fazer mudanças na alimentação e não simplesmente fazer, pois só assim o nosso cérebro pode nos ajudar.
Atividade Física
Inclui a atividade física no meu programa de reeducação alimentar porque além de elevar o gasto calórico, a atividade física também libera hormônios que proporcionam bem estar dando um plus no seu emagrecimento. A atividade física auxilia na redução do estresse e da ansiedade que consequentemente reduz a ingestão exagerada de alimentos desnecessários.
Em fim, a Reeducação Alimentar não traz resultados imediatos, não faz milagre. É um processo gradativo, saudável e seguro para quem quer emagrecer e manter o seu peso. “Ninguém dorme magro e acorda gordo.” Mas uma coisa é certa: garante a manutenção do peso.
A reeducação alimentar deve ser feita sempre com acompanhamento de um profissional nutricionista. Através da transferência de ferramentas importantes como informações sobre alimentação e saúde, motivação e estímulo emocionais e da prática de atividade física.
Se nos alimentamos adequadamente, estamos de bem com a vida e conosco mesmo, e praticamos algum tipo de atividade física, nosso futuro certamente será brilhante e saudável. Reflita sobre isso. Procure um nutricionista e invista já na sua Reeducação Alimentar e colha resultados duradouros.
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