terça-feira, 28 de junho de 2011

ALIMENTAÇÃO !

Por que dietas não funcionam?

Estamos vivendo uma época singular, na qual há preocupação crescente com alimentação saudável, exercício e bem-estar. Entretanto, os estudos mostram que a incidência das doenças crônicas não transmissíveis, como por exemplo, a obesidade, a hipertensão arterial, a síndrome metabólica, os cânceres, a diabetes, as reumatológicas e também, os transtornos de ansiedade e a depressão.

O perigo das dietas de revistas

Hoje em dia o desejo pela beleza e por um corpo esbelto está cada vez mais em evidência. Padrão estético enfatizado também pela mídia, onde se tornou extremamente comum observar mulheres magérrimas estampando capas de revistas, propondo um perfil de magreza como corpo ideal.
Idéias que alimentam as angustias e a insatisfação com o corpo, que são causadas pelo excesso de peso corporal.
Com isso as buscas para conseguir este corpo tão desejado, para muitas mulheres, se tornou muito atraente recorrer as famosas fórmulas mágicas: O emagrecimento rápido. Seja com dietas, chás, cápsulas, enfim, o objetivo é obter um corpo magro, sem as indesejáveis gordurinhas localizadas e com o mínimo de esforço possível.
E a mídia não poupa recursos para isso, são nomes criativos de dietas com falsas promessas de perdas de pesos em poucas semanas. Falsas, porque é impossível estimar uma perda considerável de peso corporal por um determinando período, já que estes fatores dependem do biotipo de cada pessoa, assim como o seu perfil metabólico. Podendo ser diagnosticado através de uma avaliação nutricional e por uma avaliação antropométrica, realizados por profissionais capacitados para este fim, como é o caso do nutricionista.
Em virtude da propagação das deitas prontas na mídia, aproveito para divulgar um estudo de minha autoria,  sobres estas dietas de emagrecimento expostas em revistas.
O estudo analisou alguns parâmetros nutricionais de dez dietas de emagrecimento, como o teor  de calorias, fibras, colesterol, cálcio, ferro, vitamina A e vitamina E.
As recomendações nutricionais são efetuadas considerando o sexo, a idade, a altura e o gasto energético de cada indivíduo, portanto foi necessário estabelecer um biotipo padrão para efetuar o cálculo da adequação dessas dietas, conforme utilizado por Santana et al (2003), onde para ele o sexo feminino, com a altura média da mulher brasileira de 167 cm, observando seu respectivo peso ideal, com a faixa etária entre 25 e 55 anos, que segundo o autor é a mais visada pelos meios de comunicação e a mais sensível aos apelos do corpo perfeito.
Com isso, estabeleceu níveis seguros de vitaminas e minerais de acordo com as diretrizes atuais da RDA- Recommended Dietary Allowances e a distribuição de macronutrientes pela IOM (2005) – Institute Of Medicine, com o objetivo de prevenir doenças crônicas degenerativas não-transmissíveis. Vale lembrar que não apenas a carência de vitaminas e minerais acarreta em doenças para  organismo, mas o seu excesso também pode levar a uma toxidade responsável por várias patologias clínicas.
Com o estudo pude detectar que todas as dietas analisadas apresentaram-se inadequadas em pelo menos sete ou mais dos 18 parâmetros estudados, sendo que 60% delas estavam com o aporte calórico abaixo as necessidades nutricionais recomendadas para a população escolhida deste trabalho. Predominando também níveis insuficientes de cálcio, ferro e vitamina E, cuja aporte é fundamental para garantir ganhos de massa e densidade óssea, evitar a anemia e como antioxidante respectivamente. Também foram observados porções restritas de fibras, laticínios, leguminosas, cereais e frutas. Valores excessivos  foram detectados principlamente em relação a Vitamina A.
A maioria das dietas teve tendência a reduzir drasticamente a ingesta de gorduras, por elas apresentarem maiores concentração de energia, porém os lipídios desempenham funções metabólicas importantes como funções estruturais e hormonais.
O sucesso das dietas é traduzido pelas revistas, em conseguir emagrecer sem sofrimento, já que inicialmente, as dietas promovem o emagrecimento porque contribui para a restrição alimentar. Porém estas dietas demonstram-se valores nutricionais preocupantes, provocando carências, além de não objetivarem a manutenção do peso corporal adequado, obtido através de uma ingestão energética adequada com a preservação da massa magra e com perda de tecido adiposo.
Procure um nutricionista para auxilia-lo na perda de peso, pois restrições drásticas além de não serem saudáveis não se consegue seguí-las por muito tempo.


A DIETA QUE FUNCIONA: A REEDUCAÇÃO ALIMENTAR 

Qual é o sonho de toda mulher que quer ficar linda e magra?
Eis a resposta : Uma dieta que não se passe fome, nem desejo de comer e que se possa  comer de tudo.
Quando pensamos em emagrecer, logo nos lembramos de dieta, sacrifício e restrição alimentar. Mas a boa notícia é que dá para emagrecer sem dieta e sem sofrimento e de forma duradoura.
Sim, é verdade! Sim, isso não é um sonho. Isso é possível. Mas não se trata exatamente de uma dieta, e sim de processo muito eficaz chamado Reeducação Alimentar (RA).
Tenho certeza de que já ouviram falar deste termo Reeducação Alimentar ultimamente, pois está muito em alta na mídia. Mas afinal de que se trata?
A reeducação alimentar é um processo que engloba mudanças de hábitos não são só alimentares, bem como aspectos emocionais e eu particularmente sugiro aliar também a ele a atividade física.
Neste processo estão envolvidas conscientização, aprendizado, muita disciplina e persistência.
Aprendemos a ver a nossa relação com os alimentos muito além do simples ato de comer, através de algumas ferramentas e da informação.
O objetivo do tratamento na reeducação alimentar é unir aspectos emocionais, nutricionais e a atividade física. Vejamos um pouco sobre cada um deles:
Aspectos emocionais
Ao longo da nossa vida, desde o nascimento, e principalmente na infância, formamos nosso hábito alimentar no convívio com nossos pais, parentes, colegas e enfim com a sociedade em geral. Toda a nossa alimentação tem um envolvimento emocional desde a amamentação, as primeiras papinhas, aniversários, etc. Alguém já viu alguma comemoração sem comida e bebida?
É fato que mudar hábitos alimentares é algo muito difícil visto todo envolvimento emocional que temos com a comida. É por isso que a reeducação alimentar precisa ser feita à nível cerebral também. Precisamos fazer novos caminhos neuronais dentro do nosso cérebro, e isto é gradativo.
Gosto de dar um exemplo prático, como quando mudamos algum móvel de lugar na nossa casa. Mudar a geladeira é um exemplo bem interessante. Quantas vezes vamos fazer o caminho antigo de onde estava a geladeira antes? Muitas vezes. Por que isso está gravado em nosso cérebro, este caminho neuronal é automático, está sólido. Porém, vamos ir muitas vezes até o lugar antigo até nos damos conta que o lugar novo da geladeira é outro. É aí que vamos formando uma nova conexão no nosso cérebro, que vai começar se fortalecer a medida que vamos repetindo este ato e a antiga conexão vai se enfraquecendo, até desaparecer. É assim que se formam novos hábitos, o que era novo passa ser algo comum e automático, faz parte da sua vida agora e já não é mais algo difícil, simplesmente faz parte.
Para isso tudo acontecer ao longo do aprendizado, precisamos de motivação, estímulo e encarar a vida com uma postura positiva. Ter bons pensamentos em relação a você, aos outros e a conduta que terá com sua alimentação daqui para diante. Estabeleça prioridades e siga sua vida de acordo com elas. Acredite em você.
Aspectos Nutricionais
Na reeducação alimentar aprendemos que não é preciso deixar de comer tudo o que se gosta e que passar fome não é o caminho. Também não é comer somente frutas, hortaliças, legumes e verduras. É preciso re-aprender e entender que se pode realmente comer de tudo sem exageros e não tudo. É justamente esta variedade e equilíbrio que nos leva a perder peso de forma gradual, saudável, sustentável e sem o indesejado efeito sanfona. De nada adianta tanto esforço para emagrecer, se não conseguirmos manter o peso depois, não é verdade?
O plano alimentar tem que ser o mais próximo da realidade de cada um, respeitando a individualidade, pois isso virá a facilitar o processo de adesão e mudança que precisamos fazer para obter sucesso com a perda de peso.
É preciso aprender o que, como e o porquê fazer mudanças na alimentação e não simplesmente fazer, pois só assim o nosso cérebro pode nos ajudar.
Atividade Física
Inclui a atividade física no meu programa de reeducação alimentar porque além de elevar o gasto calórico, a atividade física também libera hormônios que proporcionam bem estar dando um plus no seu emagrecimento. A atividade física auxilia na redução do estresse e da ansiedade que consequentemente reduz a ingestão exagerada de alimentos desnecessários.
Em fim, a Reeducação Alimentar não traz resultados imediatos, não faz milagre. É um processo gradativo, saudável  e seguro para quem quer emagrecer e manter o seu peso. “Ninguém dorme magro e acorda gordo.” Mas uma coisa é certa: garante a manutenção do peso.
A reeducação alimentar deve ser feita sempre com acompanhamento de um profissional nutricionista.  Através da transferência de ferramentas importantes como informações sobre alimentação e saúde, motivação e estímulo emocionais e da prática de atividade física.
Se nos alimentamos adequadamente, estamos de bem com a vida e conosco mesmo, e praticamos algum tipo de atividade física, nosso futuro certamente será brilhante e saudável. Reflita sobre isso. Procure um nutricionista e invista já na sua Reeducação Alimentar e colha resultados duradouros.

Dieta sem calorias ou Planos com nutrientes?


A caloria é a quantidade de energia que um alimento contém e que é utilizada no nosso corpo para todas as nossas atividades e funções como por exemplo andar e praticar atividade física. Todos nós temos que ingerir calorias para que possamos realizar nossas funções e o corpo as dele.
Antigamente pensava-se que restringir calorias para chegar a um objetivo como por exemplo a perda de peso, era o mais importante a se fazer. Muitas pessoas ainda acreditando nesta teoria ficam contando calorias e ficam escravas deste pensamento. Quando se pensa em dieta, logo vem a mente:  fechar a boca, passar fome, consumir produtos diet e light, aumentar o consumo de adoçantes, evitar uma série de alimentos calóricos como abacate, açaí, granola, arroz integral, azeite, inhame, batata doce, beterraba, castanhas, nozes, enfim, e outros que são retirados do consumo.
Há algum tempo se fala sobre os planos alimentares ricos em nutrientes, fitoquímicos, antioxidantes, alimentos que diminuem a inflamação, que diminuem os hormônios do estresse e que favorecem uma melhora do corpo como um todo para a chegada do objetivo principal do paciente seja ele qual for. Quando se pensa em plano alimentar, pode ser associado os seguintes pensamentos: reeducação alimentar, comer de tudo com moderação, ingerir alimentos antioxidantes (que previnem contra doenças), ingerir alimentos que ajudam a diminuir gordura abdominal, comer alimentos ricos em nutrientes, gorduras boas e estes alimentos quase sempre são aqueles ditos como “calóricos” e que “não poderiam” ser consumidos.
O mais importante conhecimento do nosso corpo é que somos feitos de trilhões de células e que cada célula precisa de no mínimo 44 nutrientes. Estes nutrientes vem de alimentos que os fornece em quantidade adequada e como dito, quase sempre são os alimentos mais calóricos. Outro pensamento importante é que se não ingerirmos as quantidades de nutrientes necessárias não teremos o alcance do objetivo com sucesso. Vou citar alguns exemplos: restringir calorias e fazer atividade física: quando há uma restrição de calorias inadequada há perda de massa muscular já formada e o paciente perde peso, mas este peso era de músculos e então fica flácido e com um percentual de gordura maior. Esta perda de músculos quanto maior for, mais irá contribuir para a diminuição na oxidação de gorduras, consequentemente perda de peso. Logo o paciente entra em um ciclo em que há perda de massa muscular, aumento da gordura e quando cessa as atividades, ganho ainda maior de gordura e não consegue perder peso como perdia antigamente começando o efeito sanfona.
Outro exemplo interessante: o abacate é uma fruta que contém coenzima Q10 que ajuda na produção de energia e vitalidade. Esta coenzima está dentro das mitocôndrias (responsáveis por produção de energia) e estas estão dentro das células. Quando há ingestão da coenzima Q10 adequadamente, há uma maior produção de energia para o nosso corpo realizar as funções como oxidação de gorduras, ou seja, perda de peso. Há também um aumento da energia, vitalidade, disposição, mémoria, concentração, dentre outros. Aqui somente foi citado a coenzima Q10 mas no abacate existem diversos componentes que ajudam a melhorar o corpo como um todo e a chegar ao objetivo quase único da maioria das pessoas: perda de peso.
As dietas quase sempre privam as pessoas de consumirem o abacate, como um exemplo de alimento calórico e as fazem diminuir ingestão de calorias. Há uma troca de alimentos que forneceriam nutrientes para acelerar o metabolismo para alimentos com calorias vazias como os produtos diet e light, ricos em adoçantes e que somente pioram o estado do paciente.
Já foi muito elucidado a importância de ingerir alimentos com qualidade nutricional para se ter uma vida saudável e um objetivo alcançado. Cabe agora pensarmos no que estamos fazendo e saber se queremos ter uma vida cheia de vitalidade positiva.

Aluna : KAROLLYNE Mª          Nº 25

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